EDUCAÇÃO / TECNOLOGIA / UTILIDADE PÚBLICA

Curso Gestão da Tecnologia da Informação da FGV Online

Análise crítica do curso de Gestão da Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas na modalidade online. Principais tópicos e opinião.

O curso Gestão da Tecnologia da Informação discutiu os diversos aspectos ligados a internet e a Tecnologia da Informação. Dentre os principais assuntos destaco:

A empresa digital, o prosumer (producer + consumer), empresas pontoCom e s geração V.

Outro aspecto que chamou a atenção foram os eventos da bolha da internet, como os altíssimos investimentos e a quebradeira que ocorreu a partir de 13 de março de 2000. No dia 10 de Março de 2010, as empresas de tecnologia alcançariam o ápice da bolha com a Bolsa de Tecnologia Nasdaq atingindo os incríveis 5048 pontos.

Outro ponto importante foi observar a evolução dos usuários de internet que saiu de 16 milhões em 1995 para 1043 em 2006.

Ainda foi bastante curioso e perturbador observar as enormes perdas que as empresas tiveram com os investimentos na época da bolha. Segue alguns exemplos citados:

O Terra pagou 12.5 bilhões de dólares pelo Lycos pouco antes do estouro da bolha e depois vendeu o mesmo Lycos por meio bilhão de dólares para a sul-coreana Daum.

A Telecom Itália investiu US$ 810 milhões na Globo.com; O Banco Santander investiu US$ 585 milhões na Patagon. A Portugal Telecom investiu US$ 365 milhões na Zip.net. Todas essas empresas alvos das aquisições tiveram seu valor reduzido drasticamente pouco tempo depois.

Segundo o curso, as principais tendências da tecnologia da informação são: Inteligência artificial, Integração da internet com dispositivos domésticos e Mobilidade e aplicações wireless.

Não figura como principais, mas cabe observar também a web semântica – criação de metadados que descrevem dados e que dizem o significado deles, Drives virtuais – maior poder de processamento, SaaS, Economia da atenção (?) - receber serviços em troca da atenção, RFID, Tecnologias de toque e Livro digital x livro analógico.

Já no aspecto administrativo, foi apresentado os modelos empresariais propostos por Porter: modelo das forças competitivas e modelo da cadeia de valor.

O modelo de forças competitivas pressupõe a existência de cinco forças para a análise de competitividade. São eles: barreiras de entrada de novos competidores, poder de barganha dos fornecedores, poder de barganha dos clientes, ameaça de produtos ou serviços substitutos e rivalidade existente entre os competidores.

Para concluir tivemos a definição e exemplos da Web 2.0 que é descrita como tecnologias e modelos de negócios emergentes, onde não grandes lançamentos de softwares e sim constantes atualizações. O beta perpétuo é classificado como um software em constante construção.

A definição de Nicholas G. Carr de 2003 me chamou a atenção, ele classificou a internet como concessionária pública da informação e isto me pareceu uma das observações mais bem feitas sobre a internet.



 

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