Qual tipo de lâmpadas gasta mais energia elétrica? LED, incandescentes ou fluorescentes?

As lâmpadas fluorescentes são mais econômicas que as incandescentes. Qual a diferença na taxa de consumo? Vale mesmo a pena adotar o LED? Os modelos fluorescente vão desaparecer? Veja as respostas.

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Lâmpadas fluorescentes e incandescentes, qual consome mais energia elétrica? Entrevista concedida ao Blog do Luis por Jorge Eduardo Schorr, técnico do Departamento de Utilização de Energia da Copel – Companhia Paranaense de Energia.

Lâmpadas incandescentes e fluorescentes

Blog do Luis: As lâmpadas fluorescentes são mais econômicas que as incandescentes. Qual a diferença na taxa de consumo?

Copel: As lâmpadas fluorescentes compactas disponíveis no mercado, que se adaptam perfeitamente no lugar das incandescentes comuns, consomem 4 vezes menos energia elétrica, em média, e chegam a durar até 8 vezes mais. A diferença básica é que a lâmpada fluorescente não produz calor (que é o princípio de funcionamento de uma lâmpada de filamento). Por isso, ela é chamada de “luz fria”.

Blog do Luis: Ligar e desligar lâmpadas com muita frequência pode queimar lâmpadas ou isso é mito?

Copel: Não é mito. Nas lâmpadas incandescentes existe um filamento metálico, que produz a luz, que é constituído de tungstênio. O processo de ligar e desligar provoca um gradativo enfraquecimento desse material que, ao final, termina por se romper. Nas lâmpadas fluorescentes acontece algo parecido: o material (normalmente mercúrio) vai se depositando próximo das bases, escurecendo-as.

Blog do Luis: As pequenas lâmpadas de stand by ou os relógios digitais de aparelhos como TV, DVD ou microondas geram consumo significativo de energia, visto que ficam ligados o tempo todo?

Copel: Por serem de tecnologia LED (iniciais de diodo emissor de luz), tais lâmpadas – sejam as de “stand by” ou o mostrador de um rádio relógio – apresentam um consumo pouco significativo. Equipamentos mais antigos, com mais de 5 anos de fabricação, podem consumir até 10 watts por hora só por estarem ligados em “stand by”. Já os equipamentos mais recentes consomem menos de 5 watts por hora, pois passou a existir uma norma técnica estabelecendo padrões sobre este quesito.

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Qual a diferença entre elas?

Veja abaixo um breve resumo de cada uma para entender melhor a tecnologia e o funcionamento de cada tipo de lâmpada elétrica:

Lâmpada incandescente

É o antigo modelo de lâmpada que foi usado por muito tempo e que atualmente está em desuso, pois há novas tecnologias que são mais eficientes no consumo de energia e na produção artificial de luz. Entre suas principais características, podemos destacar as seguintes:

Ela, quando encontrada, é mais barata que os demais modelos, normalmente gera bastante luz, ou seja, produz uma iluminação bem forte e esquenta muito. Este último item é uma das características que a torna uma grande consumidora de energia elétrica. Sem contar que ela tem uma vida útil bastante reduzida, sendo necessário a troca constante.

Lâmpada fluorescente

Veio para substituir as antigas incandescentes e é mais eficiente energeticamente, pois consome menos energia elétrica. Ela emite uma luz branca e pode ser encontrada em diversos modelos para comercialização. Apesar de ser mais cara que sua antecessora, tem um custo bastante acessível.

Ela tem como desvantagens o fato de ser poluente por ter mercúrio e fósforo, com isso se faz necessário o descarte correto dela após o uso. Mesmo sendo mais econômica, ainda consome muita energia elétrica se comparada com os modelos de LED, por exemplo.

Lâmpadas de LED

É o modelo mais atual e tende a ser o padrão de iluminação por ter muitas vantagens em relação aos modelos anteriores, especialmente por ter baixo consumo de energia elétrica.

Dentre as principais características das lâmpadas de LED, podemos destacar o fato de que ela é bastante econômica no consumo de energia, pois não emite calor e portanto é considerada uma lâmpada fria. A durabilidade é boa, ou seja, não queima fácil e pode ser encontrada em vários modelos como spots, lâmpadas, luminárias, entre outros.

Seu uso pode ser tanto para iluminação em si, como para efeitos de decoração, que é um dos seus pontos fortes.

O ponto fraco das lâmpadas de LED ainda é o seu custo, considerado alto se comparado com os demais modelos. Como ela gasta menos energia, torna-se justificável seu alto custo é a possível compensação com a longevidade de vida dela.

Outro ponto ainda ruim desses modelos é o fato dela gerar pouca luminosidade e portanto é preciso de mais lâmpadas para o mesmo efeito.

Algumas perguntas e respostas

Ainda vale a pena comprar lâmpada incandescente?

Não. Basta ler o texto acima para perceber isso. Há contudo algumas situações onde ela ainda pode ser usada, como decoração ou necessidade específica de calor, por exemplo. Mas já é difícil encontrá-la para comprar.

Os modelos fluorescente vão desaparecer?

Creio que não. Apesar de o LED ser muito mais indicado, a sua adoção ainda não generalizada, isto porque ela ainda tem um custo muito maior. Com isso, creio que os modelos atuais de fluorescente devam permanecer por um bom tempo ainda.

Vale mesmo a pena adotar o LED?

Sim, vale. Os motivos já foram expostos acima e a economia fala muito alto neste caso. Quando construí minha casa a dotei o LED para a maioria dos ambientes e creio que foi uma excelente opção. Faria de novo.

É verdade que alguma lâmpadas de LED não tem uma vida útil tão longa assim, mas acredito que isso possa estar mais relacionado com a qualidade do produto do que com a tecnologia em si.


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