Tipos de Conhecimento: Teológico, Filosófico, Empírico e Científico

Análise crítica do Curso: Conhecimento, Saber e Ciência da Instituição Fundação Getúlio Vargas na modalidade Online que trata das diversas formas de conhecimento e como eles podem ser classificados. Minha análise e percepção desses conhecimentos.

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O curso Conhecimento, Saber e Ciência da Fundação Getúlio Vargas apresentou diversos temas relacionados ao estudo da ciência e do conhecimento de uma forma geral.Dentre os tópicos mostrados, vale destacar os seguintes: História da curiosidade do homem,  ciência, saber e conhecimento e tipos de conhecimento. Os tipos de conhecimentos estão divididos em quatro grupos:

Conhecimento científico

Gerado pela nossa necessidade de conhecer, compreender a natureza e o universo. Sistemático, pois, não registra apenas os fatos mas também a busca das causas que os determinam. Objetivo, pois, não se submete a argumentos de autoridade, mas apenas à evidência e à comprovação dos fatos. Efêmero, pois, por não serem definidas, suas verdades estão sempre ameaçadas de serem questionadas por novas verdades.

A ciência ocupa um lugar de grande destaque na sociedade contemporânea. Depois da revolução industrial, parece que a coisa ganhou fôlego e hoje podemos dizer que a ciência está a todo vapor. Embora, em muitos aspectos ela seja bastante questionável, não há como negar sua importância.

Do resultado do conhecimento científico surgiu aquilo que podemos chamar da sociedade moderna ou de todos os recursos que dispomos hoje. Alguns exemplos:

  • Este computador que estou usando para escrever este texto, com um aparelho de celular ao lado são reflexos do enorme avança da ciência eletrônica, das formas de comunicação a distância e na maneira de processar e armazenar informações.
  • Os medicamentos que tomamos para os mais diversos tipos de doenças e enfermidades são também reflexos de centenas de anos de pesquisas e descobertas sobre como as diversas sustâncias encontradas na natureza podem ser usadas no combate e prevenção de doenças.
  • Os automóveis, aviões e outros meios de transporte que permitiu uma verdadeira revolução no mundo e encurtou as distâncias também são reflexos de conhecimento científico na área da mecânica, eletricidade, dentre outras áreas.
  • A indústria atual que fabrica e processa milhares e milhares de produtos para os mais diversos fins também são resultados do conhecimento científico.
  • Dentre muitos outros.

Conhecimento filosófico

Gerado pelo questionamento de nossa condição no universo. É abrangente, pois busca uma compreensão coerente da realidade, vista em sua totalidade. Não é verificável, pois, por serem incompatíveis com confirmação, seus postulados não podem ser refutados. É especulativo, pois, ao se basear na dedução que, por sua natureza, antecede à experiência prescinde de confirmação experimental.

A Grécia antiga é muito conhecida por seus importantes filósofos e suas contribuições para o desenvolvimento das gerações seguintes. A filosofia greco-romana foi muito importante para a sua época e faz muito barulho até hoje. Entre os principais filósofos da época temos: Pitágoras, Tales de Mileto, Heráclito, Zenão de Citio, Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.

As contribuições do conhecimento filosófico são muitos, porém, menos perceptível se compararmos com a ciência. Mas ele está presente na educação, nas empresas, na política, na economia e em muitos outros grupos ou segmentos sociais.

Conhecimento empírico

Tentativa de compreensão dos seres e dos fenômenos da realidade. É subjetivo, pois é gerado a partir das experiências de cada sujeito. É superficial, pois, sem buscar as causas dos fenômenos/eventos, pauta-se na aparência. É efêmero, pois, ao ser transmitido de geração em geração, vai sendo continuamente modificado.

Podemos chamar também de senso comum ou até de conhecimento popular. Quem, quando criança não aprendeu com seus pais ou pessoas próximas muitas coisas que hoje você sabe que não era bem assim. Eu, quando criança aprendi que misturar manga com leite era veneno. De onde veio esse conhecimento? Da ciência? Não. Da filosofia? Não. Da teologia? Também não.  É claro que este é um exemplo muito simples, mas serve para ilustrar.

Apesar de ser muito questionável, o conhecimento empírico é muito usado  e talvez tenha ganhado um fôlego a mais com a popularização da internet. De certa forma ela serve de combustível para propagar este tipo de conhecimento é as vezes temperado por uma boa dose de criatividade, torna muito popular nos grupos e redes sociais. Neste sentido é preciso tomar muito cuidado e usar o senso crítico antes de acreditar em tudo que aparece na tela do computador ou celular.

Conhecimento teológico

Gerado por respostas a questões aparentemente inexplicáveis. É dogmático, pois sua aceitação depende de atos de fé. Não é terreno, pois sua revelação não depende do homem, mas de Deus. É sistemático, pois explica a origem, o significado, a finalidade e o destino do mundo como obra divina.

A sociedade ocidental, em sua maioria tem os ensinos da Bíblia Sagrada como o conhecimento teológico. Mesmo aqueles que não são assim chamados de “praticantes” devem reconhecer que a sociedade ocidental deve a Bíblia o que ela é. Isto se aplica por exemplo nas formulações das constituições dos países, nossa cultura, entre outros.

O conhecimento teológico é o mais complexo e profundo de todos, especialmente no contexto cristão, onde sustentamos que a Bíblia é a palavra de Deus revelada ao homem. Esta expressão é muito forte e ela tem sido usada como uma espécie de "peneira" para separar crentes e incrédulos, afinal, não existe meio termo, ou você crê que ela é a palavra de Deus ou não crê. Como dizem alguns: é mais ou menos o caso da gravidez. Uma mulher está grávida ou não, não existe meio grávida.

Criticado por muitos, mas acatado com todas as letras por outro, o conhecimento teológico explica o mundo, o universo e a natureza a partir daquilo que Deus revelou. As vezes isto choca, especialmente com a ciência, mas na maioria dos casos a ciência tem se tornada uma importante aliada no sentido de comprovar ou atestar aquilo que a teologia sempre afirma.

Conclusão

Confesso que  foi um curso muito bom e recomendo a todos. Ter essa visão da forma como obtemos o conhecimento é algo muito interessante e nos ajuda a compreender melhor as verdades que nos são apresentadas e como devemos tratá-las. O conhecimento é algo que lidamos a todo o momento e na maioria das vezes não nos damos conta que de alguma forma estamos usando o Conhecimento teológico, filosófico, empírico ou científico.

De fato, toda nossa compreensão de nós mesmos passa por alguns desses conhecimentos. Eu, como cristão, tenho o conhecimento teológico/bíblico como fundamento da minha existência e na Bíblia pauto a minha fé como revelação de Deus para a humanidade. Reconheço todas as formas, mas entendo que a filosofia e a ciência em especial trabalham com aquilo que Deus criou e as descobertas são permissões de Deus.

Atualização em 2020: O curso citado acima parece não estar mais disponível no catálogo da FGV Online, mas é possível encontrar outros cursos online através deste link.


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